Gerenciamento
do escopo é o
primeiro processo da gerência de projetos.
Segundo Heldman
(2003), o planejamento do escopo tem como finalidades básicas
produzir a especificação do escopo, que é documentar
as metas do projeto, os resultados práticos e os requisitos,
e o plano de gerenciamento do escopo. A especificação
do escopo é a linha de base do projeto, o que significa
que, se surgirem dúvidas ou se forem sugeridas alterações,
será possível compará-las ao que está documentado.
O escopo de um projeto especifica
seu produto principal e respectivos elementos subsidiários, ou seja, as entregas (deliveries)
ao longo do projeto. O escopo do projeto é descrito como “A
soma dos produtos (receptivos = deliverables) e serviços
a serem fornecidos como um projeto” (PMI). Isso implica
uma decisão clara sobre resultados essenciais, ou seja,
a medida na qual o projeto atenderá “necessidades
e desejos” e que receptíveis ou produtos desejáveis,
mas não essenciais, poderão ser incluídos
ou omitidos, resultando em objetivos principais claros, critérios
de sucesso, custos da qualidade e duração. (KEELLING,
2005, p. 190)
O detalhamento do escopo significa
a subdvisão dos principais
subprodutos do projeto em componentes menores e mais manejáveis
para se ter condição de (SCHWALBE, 2000):
melhorar
a precisão
das estimativas de custo;
definir
um baseline[1] para medir e controlar o desempenho;
facilitar uma atribuição
clara de responsabilidades.
Segundo Vargas (2005, p. 59), “o escopo de um projeto é definido
como o trabalho que precisa ser desenvolvido para garantir a
entrega de um determinado produto dentro de todas as suas especificações
e funções”.
Maximiano (2002) divide o processo
de gerenciamento do escopo em dois níveis: planejamento, que é uma declaração
sucinta dos produtos que serão fornecidos pelo projeto;
e definição, que contempla uma relação
detalhada dos produtos que serão fornecidos.
Alguns produtos serão gerados nessa etapa, entre eles
destacam-se: plano sumário do projeto; designação
do gerente do projeto; restrições do projeto; a
declaração do escopo; plano de gerência do
escopo; a estrutura analítica do projeto – EAP (SCHWALBE,
2000).
Referencias
HELDMAN, Kim. Gerência de projetos.
3 ed.. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
KEELLING, Ralph. Gestão de projetos: uma abordagem global.
São Paulo: Saraiva, 2005.
SCHWALBE, K. Information technology project
management. Cambridge: Thomson Learning, 2000.
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